segunda-feira, 4 de setembro de 2017

ESCO - Classificação europeia multilingue de aptidões, competências, qualificações e profissões



Uma taxonomia das qualificações, competências e profissões europeias (ESCO)Esta Classificação é uma ferramenta que está disponível em 25 línguas e que visa facilitar a cooperação e o diálogo entre o mundo da educação, da formação e o mercado de trabalho.
ESCO: Primeira versão completa já disponível

No final de julho de 2017, a Comissão Europeia anunciou o lançamento da primeira versão completa da taxonomia das qualificações, competências e profissões europeias (ESCO).
Esta taxinomia, com conteúdos disponibilizados em 26 línguas, identifica e classifica aptidões, competências, qualificações e profissões, criando uma terminologia comum entre os diferentes países, com o intuito de apoiar a mobilidade dos cidadãos e de promover a adequação entre as competência e os empregos disponíveis no espaço europeu. 
Para o efeito, encontra-se estruturada em três pilares. 
O pilar das profissões integra, neste momento, 2942 profissões, disponibilizando-as em função das relações hierárquicas entre estas, de meta-dados e de referências cruzadas com a Classificação Internacional das Profissões. A cada profissão está ainda associado um perfil profissional, assim como a terminologia relevante dessa profissão em termos de conhecimentos, aptidões e competências, à escala europeia.
O pilar das competências/aptidões (com 13.485 inserções nesta fase) apresenta quatro possibilidades em termos organizativos, permitindo entrar pelos perfis profissionais; pelas competências em si; pelas relações que estabelecem com outros conhecimentos e aptidões (contextualizando as competências) e pelas áreas funcionais. 
O terceiro pilar - das qualificações - integrando, até agora, 672 itens, está dependente dos contributos de cada Estado-Membro, permitindo identificar, por país, os níveis do Quadro Nacional de Qualificações e obter informação correspondente, por exemplo, ao número de créditos associado, às horas de aprendizagem necessárias ou às formas de obtenção de cada qualificação.
Através deste instrumento, a Comissão Europeia procura "conectar as pessoas aos empregos", "conectar o emprego à educação" e ainda conectar "os diferentes mercados de trabalho a um nível europeu".
Como tal, o instrumento é assumido como o cumprir de um marco estipulado nos objetivos da estratégia "Europa 2020" e posteriormente transcrito para a Nova Agenda de Competências para a Europa, razão pela qual está prevista uma conferência de lançamento, a realizar em Bruxelas, nos dias 9 e 10 de outubro. 
De acordo com a documentação já disponibilizada, a ESCO poderá ajudar a melhorar o funcionamento dos mercados de trabalho, a construir um mercado único de trabalho integrado e a esbater os desajustes que existem entre a procura e a oferta de empregos. Relembra-se que na Europa existem 23,9 milhões de pessoas desempregadas mas são crescentes os setores que reclamam não conseguir preencher as vagas a empregos disponíveis. 
Ao criar, através da ESCO, uma terminologia comum aos diferentes Estados, a Comissão Europeia espera disponibilizar um instrumento com utilidade para diferentes utilizadores, designadamente: empregadores (permitindo-lhes compreender que conhecimentos e competências foram adquiridos pelos candidatos aos empregos através das formações realizadas ou até da experiência adquirida nos postos de trabalho ou encontrar "a pessoa certa" para um determinado emprego); indivíduos (dando-lhes a conhecer o que procuram os empregadores, como poderão desenvolver as suas carreias numa perspetiva de aprendizagem ao longo da vida ou documentando e descrevendo os conhecimentos e competências detidos, na procura do melhor emprego); operadores de educação e formação (fornecendo informação relativa às necessidades presentes e futuras do mercado de trabalho); e serviços de emprego e conselheiros de orientação (facultando-lhes serviços de apoio digitais, em várias línguas e possibilidade de estabelecimento de parcerias com outros serviços congéneres)

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